22/05/11

BULLYING na ESCola

BULLYING

O termo “Bullying” compreende todas as formas de atitudes agressivas, intencionais e repetidas, que ocorrem sem motivação evidente, adoptadas por um ou mais indivíduos contra outro(s), causando dôr e angústia, e executadas dentro de uma relação desigual de poder. Portanto, os actos repetidos entre elementos da mesma comunidade (colegas) e o desequilibro de poder são as características essenciais, que tornam possível a intimidação da vítima. Em princípio, pode parecer uma simples brincadeira mas não deve ser visto desta forma. A agressão moral, verbal e até corporal sofrida pelos alunos, provocando sofrimento na vítima da “brincadeira”, esta pode entrar em depressão.

Os agressores são indivíduos que têm pouca empatia. Frequentemente, pertencem a famílias desestruturadas, nas quais não há relacionamentos afectivos entre os seus membros. Os pais exercem uma supervisão fraca sobre os seus filhos, toleram e oferecem modelos errados para solucionar conflitos ou comportamentos agressivos. Admite-se que os que praticam o “bullying“ têm grande probalidade de se tornarem adultos com comportamentos anti-sociais e/ou violentos, podendo mesmo a tornarem-se criminosos. Os autores do “bullying“ são os alunos que só praticam “bullying“, são os agressores.
O bullying tem motivado pesquisadores, educadores de todas as áreas a estudar as causas que motivam a banalização humana e a perda colectiva de alguns valores sociais e do significado da palavra respeito no relacionamento entre colegas. Palavra inglesa para definir a forma intencional de maltratar uma outra pessoa.

Principais tipos de Bullying

  • Físico (bater, pontapear, beliscar, ferir, empurrar, agredir)
  • Verbal (apelidos, gozar, insultar)
  • Moral (difamar, caluniar, discriminar, tiranizar)
  • Sexual (abusar, assediar, insinuar, violar sexualmente)
  • Psicológico (intimidar, ameaçar, perseguir, ignorar, aterrorizar, excluir, humilhar)
  • Material (roubar, destruir pertences materiais e pessoais)
  • Virtual (insultar, discriminar, difamar, humilhar, ofender por meio da Internet e telemóveis)

  • Alvos de “bullying” - são os alunos que só sofrem “bullying”
  • Alvos/autores de “bullying” - são os alunos que ora sofrem, ora praticam “bullying”
  • Autores de “bullying” - são os alunos que só praticam “bullying”
  • Testemunhas de “bullying” - são os alunos que não sofrem nem praticam “bullying”, mas têm conhecimento dos envolvidos e convivem num ambiente onde isso ocorre

Efeitos sobre os Alvos incluem

  • Depressão reactiva, uma forma de depressão clínica causada por eventos exógenos
  • Stress de desordem pós-traumática
  • Torna-se também um agressor
  • Ansiedade
  • Problemas gástricos
  • Dores não especificadas
  • Perda de auto-estima
  • Medo de expressões e emoções
  • Problemas de relacionamento
  • Abuso de drogas e álcool
  • Auto-mutilação
  • Suicídio (também conhecido como bullycídio)

Efeitos numa Escola incluem

  • Níveis elevados de faltas escolares (absentismo)
  • Alto nível de faltas disciplinares por males menores
  • Desrespeito pelos professores

Como agir com uma vítima de BULLYING?

  • Saiba que ele(a) está a precisar de ajuda
  • Não tente ignorar a situação
  • Procure manter a calma
  • Mostre que a violência deve ser evitada
  • Não o agrida, nem o intimide
  • Mostre que sabe o que está a acontecer converse com ele
  • Garanta a ele que o quer ajudar
  • Tente identificar algum problema actual
  • Com o consentimento dele tente entrar em contacto com a Escola
  • Procurar auxiliá-lo a encontrar meios não agressivos
  • Encoraje-o a pedir desculpa ao colega que agrediu
  • Tente descobrir alguma coisa positiva em que ele se possa sair bem para elevar a sua auto-estima

18/05/11

INFormação - TIC na EDUcação Especial

DIVERsidade CULTural e NECESSidades ESPECiais de EDUcação

O ESpantalho ENAmorado....uma História de emoções.

SALA das CORES/ UAM do Agrupamento nº2 de Évora

QUEM SOMOS
A UAM é uma resposta educativa especializada para o apoio à educação de alunos com multideficiência e surdocegueira congénita.
 MISSÃO
Existe para que os alunos, portadores de multideficiência e surdocegueira congénita,  possam encontrar uma resposta promotora do seu desenvolvimento cognitivo, linguístico e social.
Existe para contribuir para a participação destas crianças/jovens na comunidade educativa e na sociedade em geral.

PRINCÍPIOS
Individualidade:
Compreender e respeitar a especificidade e individualidade de cada aluno e suas famílias.
Participação:
Contribuir para a participação dos alunos/família na comunidade educativa.
Inclusão:
A escola é o espaço onde a criança/jovem com deficiência tem direito a aprender, a crescer e a participar.
Relação:
O relacionamento e o apoio são necessidades humanas, pelo que as pessoas com deficiências precisam de estabelecer relações e ter apoio, que as ajudem a SER.
Inovação:
Procurar em cada momento novas respostas, novas estratégias, novos modos de intervir. Desenvolver práticas de qualidade para uma EDUCAÇÃO INCLUSIVA e de QUALIDADE.
Articulação com a Comunidade:
Manter uma relação estreita com a comunidade educativa e com a comunidade geral.
A abertura aos outros provoca reciprocidade e uma melhor compreensão das necessidades das pessoas com deficiência.
 OBJECTIVOS
Decreto-Lei 3/2008      Artigo 26.º
Unidade de apoio especializado para a educação de alunos com multideficiência e surdocegueira congénita
 3 — Constituem objectivo das unidades de apoio especializado:
a) Promover a participação dos alunos com multideficiência e surdocegueira nas actividades (…)
          b) Aplicar metodologias e estratégias de intervenção interdisciplinares visando o desenvolvimento (…)
          c) Assegurar a criação de ambientes estruturados, securizantes e significativos para os alunos;
d) Proceder às adequações curriculares necessárias;
          e) Adoptar opções educativas flexíveis, de carácter dinâmico(…);
f) Assegurar os apoios específicos ao nível das terapias, da psicologias e da (…)
g) Organizar o processo de transição para a vida pós-escolar.
EQUIPA TÉCNICA
- 1 Professor de Educação Especial a tempo inteiro e 1 a 1/2 tempo;
- 1 Terapeuta de Fala (1/2 tempo);
- 1 Fisioterapeuta (1/2 tempo);
- 1 Auxiliar a tempo inteiro e um Auxiliar a 1/2 tempo.